segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

11 meses de pura felicidade .

Passaram 11 meses, passaram 337 dias, passaram 8088 horas, passaram 485280 minutos, passaram 29116800 segundos... Passaram sobretudo um número incalculável de momentos vividos em comum...
Olho para trás e vejo todo um caminho percorrido lado a lado. Vejo um sentimento crescente a cada segundo que passa. Vejo alguém que me ajudou a sair do fundo, a escalar as mais íngremes montanhas, alguém que me deu a mão e me abraçou. Vejo alguém que me fez sorrir e brilhar de novo...
Recordo agora, emocionada, aquele primeiro olhar profundo, o primeiro sorriso, o primeiro abraço, o primeiro beijo... Recordo o dia em que dei, apreensiva, a chave do meu coração. Abriste-o, entraste e voltaste a fechar. A chave ? Não a encontro, nem tenciono encontrar. Não pretendo que o meu coração se abra enquanto tu estiveres lá dentro. Preciso de ti para sorrir, preciso de ti para enxugares a mais pequena lágrima, preciso que me faças caminhar sobre as nuvens, preciso que me ajudes a alcançar o céu, preciso que me dês a mão e percorras comigo o meu caminho, a minha vida.
"Amo-te" é uma simples palavra composta por 5 letras e um hífen. Dizê-la é das coisas que mais prazer me dá, sobretudo, sabendo que o receptor és tu. 
Juntos estamos a escrever um livro. O livro da nossa vida em comum. Será um livro onde as palavras formarão frases e as frases parágrafos. O nosso discurso será coerente e não possuirá sinais de pontuação. As pausas não existem na nossa narrativa, os sentimentos são expressos pelas palavras e os diálogos são introduzidos pelos mais belos sorrisos. Não preciso de vírgulas ou pontos finais, muito menos de reticências e pontos de exclamação. Só nós iremos perceber o enredo e tenho a certeza que, tal como nos contos de fadas, inicia com "Era uma vez" e irá terminar com "E viveram felizes para sempre"... 
"Obrigada" e "desculpa" é aquilo que te digo. Obrigada por estares comigo nos meus sonhos, nos meus pensamentos, nas minhas falhas, nos meus objectivos, obrigada por me obrigares a parar quando erro, obrigada por me dares importância quando a mereço, obrigada por, simplesmente, me ajudares a viver... Desculpa pelos actos menos bons, desculpa pela possível ausência, desculpa pelos dias em que não consigo ser aquilo que mereces...
Obrigada por um dia teres entrado na minha vida. 
Amar-te é, sem dúvida alguma, a minha lei...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mas afinal o que é que realmente importa?

Estamos, hoje em dia, perante uma sociedade repleta de miudagem cuja forma como lidam com a vida, no verdadeiro sentido da palavra, é, de certo modo, assustadora, mas, por outro lado, é algo de que já todos deveríamos estar à espera. Ao longo dos tempos, evolui a ciência, evolui a tecnologia, evolui a mentalidade de cada um... Possuímos, agora, carros topo de gama, telemóvel multi-funcionais, máquinas substituas de pessoas... Descobrem-se novas vacinas, inventam-se novos mecanismos salva-vidas, investiga-se sobre mutações, enfim, luta-se pelo alcance de uma melhor qualidade de vida. Mas, agora, pergunto se teremos jovens com uma melhor mentalidade... Terá a forma de pensar evoluído da mesma forma positiva que evoluíram os carros ou os microscópios?
Pois bem, deparo-me, todos os dias, com jovens adolescentes, na flor da idade, a autodestruirem-se com pensamentos capazes de arruinar toda uma vida. Falo de exigências, de opções de vida... Cada vez mais a nossa sociedade se torna mais consumista e os jovens são os que mais provam este facto. Mais importante do que um amigo, um verdadeiro amigo disposto a ajudar nos bons e nos maus momentos, é um amigo que usa a camisola mais cara, as calças da moda, as sapatilhas importadas ou telemóvel de última geração... É esta forma de estar na vida que me aterroriza e me faz pensar naquilo que será o futuro destes seres tão facilmente persuadidos.
Se pensarmos bem, antes tudo era possível à mesma. Nos tempos dos nossos pais ou avós, tudo tinha mais vida... Se ofereciam a uma criança um lápis ou um cadernos, era a melhor coisa do Mundo; se podiam ir à escola, era um privilégio e, aqueles que não podiam sentiam uma dor muito grande que, ainda hoje,  transmitem... Quantas vezes não ouvimos os mais idosos dizerem "Quem me dera saber ler e escrever...!", exprimindo uma enorme tristeza no olhar... E nos dias de hoje? Confrontamo-nos  com montes de canalha que apenas anda na escola a "passear os livros", dando prejuízo aos pais e não valorizando, minimamente, aquilo que lhes é ensinado. É de lamentar a falta de empenho e interesse com que a maioria dos jovens de hoje encara a vida académica.
Em suma, concluo que, actualmente, o mais importante é o lema "aproveitar a vida enquanto se pode", o que, por vezes, não é feito da melhor forma. Aproveitar a vida não é fazer dela uma festa, é saber ser livre, é estar pronto para ultrapassar os obstáculos, é saber ser responsável, é aprender para poder ensinar... Sinceramente, julgo que à maioria dos nossos jovens fala tudo isto, falta, sobretudo, saber viver...