sexta-feira, 28 de outubro de 2011

frases soltas.

penso, penso e volto a pensar.
bato com a cabeça na parede, em sentido figurado claro.
a minha sanidade esgota-se a cada momento.
rodopio em jeito de dançar.
falho sempre o ritmo da música. 
o compasso já acabou e ainda não consegui ler a primeira nota.
caio sobre a calçada gélida e sinto o escorrer da chuva grosseira.
arrasto-me pelas pedras disformes sem nunca chegar ao fim.
sou um conjunto de números e letras sem sentido.
as frases soltas que escrevo de nada valem face aos pensamentos reprovadores e aos olhares alheios.
um dia, talvez, conquiste o mundo, com um simples olhar. 

domingo, 23 de outubro de 2011

come back, please .

volta, por favor! soluço, sustenho a respiração, as lágrimas teimam em cair. dói-me a alma. tu pareces incapaz de perceber. não te exijo conhecimentos científicos abundantes, aliás, nunca precisaste deles para me entenderes. o meu olhar falava-te ao coração e dizia-te mais que eu própria. o meu vocabulário escasseia a cada conversa. teimas em não perceber. porra, Rafaela, já não consegues ter um discurso coerente?! serei eu, ou serás tu? serás tu que perdeste a capacidade de me compreender? serás tu que partiste para longe e levaste contigo tudo aquilo que me pertencia? volta e volta ao que eras. conquista-me todos os dias como conquistaste no primeiro dia. tenho vontade de te gritar bem alto, mas a voz falha-me constantemente. a coragem é sumida pela dor de alma que me assombra. volta. quando voltares, serei capaz, não de te gritar, mas de te sussurrar que te amo. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

o primeiro dia. o último ano.

tic-tac (...)
tic-tac (...)
(...)
os ponteiros do relógio faziam-se ouvir. eram sete horas em ponto e o despertador toca. o sono ainda era evidente e os olhos teimavam em não abrir. o coração apertava também. estava na hora de deixar o quentinho da cama e vestir as calças de ganga e a camisola. a manhã estava fria. era tempo de rumar ao colégio e entrar no primeiro dia do último ano. olhando para trás vê-se um percurso. todo um caminho percorrido. já chorei muito, também já ri. sofri... tive momentos de glória. já caí, mas também subi ao palco. para trás fica uma vida e este é o derradeiro ano. venha ele. fui muito feliz, mas está na hora de acabar. é o último e será muito bom, farei por isso. um dia, talvez, terei saudades. quero acreditar que daqui a nove meses, sentirei, apenas, nostalgia.